Quarta-feira, 10 de Agosto de 2011

Sexta-feira, 17 de Junho de 2011

TAMBÉM A CULTURA RESISTE !

O maestro Riccardo Muti acabara de reger o célebre coro dos escravos “Va pensiero” do 3º acto da ópera “Nabucco” de Verdi.
Depois recorda o significado patriótico do “Va pensiero”, e pede ao público que o cante, com a orquestra e o coro, como manifestação de protesto patriótico contra a ameaça contida nos planeados cortes do orçamento da Cultura do fascista Berllusconi.


Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

CAPITALISMO: UMA EMPRESA DE COMUNS LADRÕES “DISFARÇADA”



O roubo capitalista, não é outra coisa, que uma vulgaridade criminal convertida numa abstracção. É uma simples operação matemática (roubar o próximo com a política e com a guerra) que terminou convertida numa civilização: O sistema capitalista nivelado como “mundo único” á escala planetária.

Resumido, o capitalismo não é mais que uma empresa de ladrões comuns, que nivelou á escala planetária um “sistema” (económico, político e social) para legalizar e legitimar com leis e instituições, um roubo massivo e planetário de todo o trabalho e dos recursos naturais, disfarçado de “economia mundial”.

Para entender o que se está a passar com a economia capitalista, o melhor é ler a sua imprensa !

Ler os porta-vozes dos donos do circo capitalista. Os que contam a realidade do roubo através das suas próprias contradições e luta pelos mercados e pelo poder.

Em economia, o coração estratégico do sistema capitalista, não existe nem a verdade nem a mentira (são só moralismos para controlar o cérebro), existem situações objectivas e interesses comerciais que determinam ”o quê e para quê” de todos os processos económicos.

Há que ter em conta um princípio comprovado pela história: As guerras militares não são feitas para matar (a morte é só o emergente do roubo) senão para dominar países e povos, apoderando-se dos seus recursos, dos seus mercados e roubá-los com total impunidade. Toda a história do capitalismo, está marcada por esta dinâmica.

Como definição, o capitalismo não é somente um modelo económico, senão também de dominação mundial, estabelecido como “civilização única”.

No actual desenho de “economia mundial globalizada e/ou trans-nacionalizada” não são (de forma prática) os governos nem os países quem decidem quanto se produz e para quem se produz á escala mundial, sendo este papel entregue às corporações e aos bancos mundiais que têm o domínio sobre as três estruturas básicas do sistema capitalista: A estrutura de produção, a estrutura de comercialização e a estrutura financeira.

Esta dinâmica funcional levanta a primeira contradição histórica do sistema capitalista: O capitalismo só produz para quem possa pagar pelos bens e serviços produzidos. A produção (controlada pelos grandes grupos multinacionais) não está orientada pela busca do bem social, senão, pela máxima rentabilidade empresarial capitalista.

Esta assimetria funcional (do trabalho social e a apropriação individual) é a chave determinante da existência de ricos e pobres, de incluídos e excluídos, de empregados e de desempregados.

É mais, a chamada “civilização “ capitalista, as suas instituições, os seus sistemas políticos e jurídicos, a sua cultura, as suas regras morais, os seus credos religiosos, a sua arte, a sua arquitectura, as suas universidades, as sua construções filosóficas, foram edificadas a partir do roubo e da escravidão de seres humanos.



Onde está o negócio ?

Todo o sistema capitalista, nasce e começa pelo roubo. Ou seja, começa pela economia. Logo, vem a abstracção política, social e cultural, para disfarçar o roubo.

A impunidade

Se o capitalismo dissesse a verdade aberta (a sua única mensagem efectiva e real que é o roubo), todos os cidadãos o percebiam em cinco segundos !

Assim como ao usurário o protege as leis, a existência impune do sistema capitalista só se justifica pela existência de estados imperiais (com os EUA á cabeça) com os seus aparatos militares e os seus arsenais nucleares que, rodeiam como um anel de morte a países e a recursos estratégicos.

Se a maioria dos povos tomasse consciência do macro-roubo capitalista, não haveria refúgio em todo o mundo para proteger os empresários e banqueiros da ira popular !

Por isso, o capitalismo inventou e deu identidade e escalas de “prestígio” á cultura e às universidades e, mais recentemente, aos meios de comunicação. São os grandes ocultadores e legitimadores do roubo capitalista executado em escala massiva e com total impunidade.

As fontes

Neste cenário, marcado pela abstracção do roubo em níveis culturais e políticos, e para entender como funciona a economia capitalista, teremos que ir aos representantes periodísticos mais influentes do sistema que controla a economia mundial, desde Wall Street, até às grandes metrópoles financeiras europeias.

Quem se interessa pela investigação de sistemas e processos económicos produtivos (tanto das potências centrais como de países periféricos), poderá comprovar que tanto os recursos naturais como os sistemas de produção e comercialização á escala global, estão hegemonizados por menos de 200 bancos e corporações multinacionais, cujas casas centrais se encontram nos EUA ou Europa.

Estes gigantes “diversificados” e interactivos (ligados através de infinitos vasos comunicantes) da produção, do comércio e das finanças mundiais, estão liderados pelas 30 primeiras multinacionais cotizadas no índice Dow Jones de Wall Street, o centro financeiro do capitalismo mundial.

Dentro desta lógica económica funcional do capitalismo, os estados capitalistas (tanto do mundo imperial, como do mundo dependente), só cumprem uma função reguladora e ordenadora (elaboração de leis, cobrança de impostos, governabilidade política e jurídica, etc.) sobre a actividade económica desenvolvida pelas corporações privadas que, hegemonizam as decisões e o controlo sobre os recursos naturais, sobre a produção e a comercialização de bens e serviços, consumidos genericamente pela chamada “humanidade”.

Para entender a economia capitalista, temos que ler os representantes jornalísticos dos ladrões. É dizer, aos analistas e meios de comunicação mais “prestigiados e credíveis” do sistema capitalista.

Por exemplo: No The Wall Street Journal e The Financial Times, estão sintetizadas as visões macroeconómicas e financeiras dominantes: Wal Street, a euro zona e as multinacionais asiáticas.

Mais, nas páginas do financeiro estado-unidense e do britânico, é possível fazer um seguimento (identificando os grupos) da guerra económica de EUA e Europa pelo controlo dos mercados e do sistema financeiro.


O DESCODIFICADOR



No sistema capitalista está tudo á vista. Os directórios, os activos empresariais, a facturação, os lucros e as fortunas pessoais podem ser consultados na Internet. Qualquer pessoa que saiba minimamente ler e interpretar esses números, consegue facilmente identificar processos e verificar como, bancos e multinacionais, controlam o comércio interno, o comércio externo e o sistema financeiro dos países.

Basta só comparar os números, os “investimentos” e o rácio de rentabilidade, para entender o mecanismo do predador económico (a transferência de riqueza e de recursos) que realizam os aglomerados capitalistas multinacionais, controlando governos e países.

Todos esses processos (passíveis de serem estudados e compreendidos logicamente), permanecem ocultos e sem compreensão massiva, por duas razões: Os analistas de direita deformam-nos ou os disfarçam e, os analistas e organizações de esquerda (salvo excepções) não se dedicam ao estudo dos números, apenas á ideologia.

E como o mundo capitalista se divide entre “esquerda” e “direita”, as maiorias ficam sem nenhuma possibilidade de conhecer como funciona o “grande roubo” mundial feito pelo capitalismo legalizado e legitimado pelas próprias instituições (culturais, políticas e mediáticas) que criou para esse fim. O capitalismo é um livro aberto, só temos que encontrar um descodificador e a vontade para entender os processos.

O novo sistema de domínio

Para cumprir os seus objectivos de dominação imperial (orientada para a ganância económica e a conquista de mercados) o sistema capitalista, utilizou historicamente (e segue utilizando) duas técnicas base combinadas: O pensamento individualista (como matriz de conduta social orientada para a imposição da consciência imperial sobre a consciência nacional dos países e sociedades conquistadas) e a desaparição de fronteiras entre o dominador e dominado (orientada a impor ao dominado, o pensamento e a ideologia do dominador).

Mediante a publicidade comercial (a ideologia do consumo) e a sociedade de consumo (a conduta consumista), o sistema capitalista nivelou (numa fase do seu desenvolvimento histórico) uma “consciência universal” baseada e adaptada aos esquemas funcionais do mercado e a busca da maior rentabilidade comercial capitalista.

Hoje o sistema capitalista, massivamente e a nível planetário, já não domina com exércitos militares. Domina sim com exércitos mediáticos e técnicas de manipulação cerebral, orientadas ao direccionamento de condutas massivas com fins de controlo político e social.

Destruído o Estado nacional e substituída a “consciência social” pela “consciência individual”, é quebrada toda uma escala de valores dos indivíduos e uma particular linha histórica de sociedade, família, língua, cultura, tradições e crenças (próprias de um país e das suas fronteiras geográficas) para os converter em terminais funcionais de uma “consciência universal” consumista do sistema capitalista, nivelado á escala planetária como “civilização única”.

De tal maneira que, durante a vigência do capitalismo “transnacional” o esquema referencial de “socialização” dos indivíduos já no se parametrizam nos “valores locais” sociais, históricos e culturais de cada país, mas nos “valores universais”, expressa por formas de consumo de pensamento social, modas, etc., marcados na consciência individualista.

Este nivelamento de conduta e pensamento social individualista (confirmada pelo reflexo que tem a nível planetário, as grandes cadeias informativas e na própria Internet) permite alienar e “des-socializar” o indivíduo do seu meio natural e social e, converte-lo numa peça funcional destinada a consumir os diferentes produtos e programas, que o sistema capitalista utiliza para gerar rentabilidade e dominar á escala global.

O objectivo final é converter, nivelar e reduzir o indivíduo a uma célula funcional do macro-roubo capitalista da sociedade de consumo massificada.

Comprar barato e vender caro


A economia capitalista, começa com duas fases: Comprar barato e vender caro.

Compra mão-de-obra barata (exploração do homem pelo homem), compra barato e controla toda a produção (meios económicos), controla todo o mercado (a comercialização), controla todo o sistema financeiro (a moeda), compra acções baratas e vende-as caras (especulação financeira), controla todo o comércio exterior (mercado internacional) usufruindo de impostos irrisórios (controlo de governos), vendendo a produção ao preço mais caro (hegemonia monopolista da economia).

A diferença matemática resultante desta equação, é a ganância capitalista (geradora de concentração de riqueza em poucas mãos), produzida por um sistema que não está orientado a satisfazer a demanda social colectiva senão, a satisfazer a rentabilidade privada dos macro-bancos e mega-empresas que controlam todo o processo económico.

O primeiro axioma funcional de um capitalista é, vender caro e comprar barato, que resulta no lucro capitalista.

Isto foi exactamente o que fizeram os bancos e grupos financeiros que controlam a Reserva Federal dos EUA e as taxas de juro, com a “burbuja" hipotecaria” primeiro, e depois com a “Crise Hipotecária”.

Primeiro venderam caro:

- Enquanto a Reserva Federal mantinha baixa a taxa de juro, empresas e bancos arrecadavam multimilionários lucros com o “ boom imobiliário” nos EUA.

— Logo (numa frente de “multi-negócio financeiro” á escala global) as multinacionais e bancos de investimento de Wall Street e Europa, colocaram esses empréstimos a valores altíssimos nos mercados mundiais, gerando uma borbulha de lucro especulativo de biliões de dólares.

Seguidamente, compraram barato:

Com os fundos financeiros estatais (propriedade dos contribuintes) dos resgates a grandes empresas e bancos, os mesmos que tinham produzido a crise com a “borbulha”, compraram a preços irrisórios acções e activos empresariais, vendidos em massa pelos perdedores da crise financeira desatada nos mercados globais.

Ou seja, pela mesma mecânica de comprar barato e vender caro, as acções assim como os activos das empresas, foram parar aos bolsos dos mesmos grupos super-concentrados que detonaram a “borbulha” e logo detonaram a “crise”, para se apoderarem de activos e acções empresariais a preços desvalorizados.

É esta, resumidamente, a história do CAPITALISMO:

                          UMA EMPRESA DE COMUNS LADRÓES “DISFARÇADA”

Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

COMANDANTE JORGE BRICEÑO, UM REVOLUCIONÁRIO ASSASSINADO




A morte do comandante Jorge Briceño, das FARC, foi apresentada pelo
sistema mediático controlado pelo imperialismo como «grande vitória da democracia sobre o terrorismo» e festejada pelo presidente dos EUA e pela maioria dos governantes da União Europeia.

A mentira e a calúnia podem manipular a informação e enganar centenas de milhões de pessoas, mas não fazem História.

O comandante Jorge Briceño, nome de guerra de Victor Suarez, conhecido na Colômbia como Mono Jojoy – «homem branco», no dialecto das tribos amazónicas da Região – foi um estratego militar de prestígio continental e um revolucionário exemplar que dedicou a vida ao combate pela libertação do seu povo, oprimido pela oligarquia mais corrupta e sanguinária da América Latina.

A sua morte culminou numa operação de custo milionário em que participaram a Força Aérea, a Polícia, os serviços de inteligência, o Exército e a Marinha da Colômbia com a colaboração de Israel, da CIA e do Pentágono.

O crime começou a ser preparado cientificamente há quatro anos quando, numa bota de Mono Jojoy foi colocado um chip que permitia via satélite GPS acompanhar a sua movimentação nas densas florestas dos Departamento do Meta e do Caquetá, praticamente controladas pelo Bloco Oriental das Forças Armadas Revolucionárias – FARC, por ele comandado.

O cerco dos acampamentos do comandante Briceño, nas Serranias de La Macarena, principiou no dia 21 de Setembro. Segundo fontes oficiais, o bombardeamento das instalações, que abrangiam numerosas e profundas cavernas naturais nas escarpas da montanha, foi devastador. 20 Aviões e 37 helicópteros lançaram, no dia 22, sobre uma área reduzida, 100 bombas num total de 50 toneladas.

No ataque foram utilizadas armas e tecnologia que os EUA somente fornecem a Israel e à Colômbia.

A intervenção posterior de forças terrestres da VII Brigada do Exército encontrou, segundo o governo de Juan Manuel Santos, forte resistência das FARC. Nos combates que ainda prosseguem na Região, o Exército reconheceu ter sofrido numerosas baixas, entre feridos e mortos.

A TRAIÇÃO

Tal como ocorreu com a operação encenada cujo desfecho foi a mal chamada «libertação» de Ingrid Bettencourt, a traição de alguns guerrilheiros está na origem do assassínio do Jorge Briceño. Sem ela, a localização do acampamento e do lugar exacto onde se encontrava o comandante na hora do ataque, não teriam sido viáveis. Aliás, somente o segundo bombardeamento, realizado com bombas «inteligentes» de grande precisão, atingiu o objectivo: matar Jorge Briceño

Mono Jojoy sofria de uma diabetes avançada. Por suportar mal as botas da guerrilha, usava umas ortopédicas, especiais. Segundo informações divulgadas pelo Governo e pelo Exército, o responsável pela Intendência das FARC incumbido de comprar esse calçado entrou em contacto com os serviços de inteligência que introduziram o minúsculo chip numa dessas botas.

Cabe esclarecer que o Governo de Uribe – o anterior presidente – tinha criado um prémio equivalente a dois milhões de euros para quem contribuísse para a «captura ou morte» do chefe guerrilheiro.

A fixação da data para a operação – intitulada pelo governo «Boas Vindas às FARC» e «Sodoma» pelas Forças Armadas – foi antecipada porque nas últimas semanas a organização guerrilheira, desmentindo a propaganda oficial que a apresentava como moribunda, retomara a iniciativa em múltiplas frentes, numa demonstração da sua vitalidade.

Em Agosto e Setembro, em ataques de surpresa e embocadas, nos Departamentos do Caquetá e do Meta, foram abatidos em combate 90 elementos do Exército e da Polícia.

Simultaneamente, o Secretariado do Estado Maior Central das FARC reafirmava a sua disponibilidade para negociar com o novo governo a paz desejada pelo povo colombiano e dirigia-se à UNASUL, solicitando uma reunião em que pudesse expor e defender o seu projecto de uma verdadeira paz social para o País.

O presidente títere José Manuel Santos, com o aval de Washington, tomou então a decisão de montar o ataque à Serra de La Macarena cujo desfecho foi o assassínio do comandante Jorge Briceño e de alguns dos seus camaradas.


OS PARABÉNS DE OBAMA

Jorge Briceño é qualificado pelos média de Bogotá e dos EUA de assassino, terrorista feroz e narcotraficante. A linguagem costumeira para designar os dirigentes das FARC.

Essas calúnias e insultos estão desacreditados na América Latina. As forças progressistas do Continente e milhões de trabalhadores identificavam em Briceño um revolucionário de fibra, sabem que ele foi desde a juventude um comunista coerente. Ao oferecer um prémio gigantesco pela sua cabeça, o governo de Uribe demonstrou o respeito que lhe inspirava a capacidade de Mono Jojoy como estratego. Nas cordilheiras e nas selvas colombianas ele, combatendo, adquirira um prestígio quase lendário, emergindo como um símbolo da invencibilidade das FARC. Muitas vezes lhe anunciaram a morte para depois a desmentirem.

O general Padilla, quando comandante-chefe do Exército, dirigiu-lhe um apelo para que se rendesse, oferecendo-lhe garantias se o atendesse. Briceño, em resposta irónica, disse-lhe que uma organização revolucionária que lutava há quase quatro décadas somente deporia as armas quando o povo da Colômbia fosse libertado.

Em 2001, quando as FARC, na cidade de La Macarena, não longe da Serra do mesmo nome – libertaram unilateralmente cerca de 300 soldados e polícias capturados em combate, tive a oportunidade de conhecer e saudar Mono Jojoy. A troca de palavras foi breve porque ele era assediado por embaixadores ocidentais da Comissão Facilitadora da Paz então existente que admiravam o seu talento de estratego. Recordo que nessa jornada o interrogaram sobre a proeza militar que fora a tomada da cidade de Mitú na fronteira da Venezuela numa ofensiva fulminante de Briceño que humilhou os generais colombianos. As FARC combatiam então em 60 Frentes. Vi um vídeo do acontecimento. O discurso que na época dirigiu à população, concentrada na praça principal da cidade, foi uma peça de oratória revolucionária divulgada inclusive por grandes jornais da América Latina.

Compreende-se o ódio da oligarquia colombiana ao estratego das FARC.

Para o matar tiveram de mobilizar milhares de homens e dezenas de aeronaves e de gastar milhões para comprar a consciência de traidores. Agora exibem-lhe o cadáver como troféu.

O presidente dos EUA, numa atitude abjecta, saudou o seu colega colombiano pelo crime. Abraçou-o na Assembleia-Geral da ONU, anunciou um aprofundamento da aliança com o regime fascista de Bogotá, e declarou, eufórico: «sublinho a liderança do presidente Santos e felicito-o porque ontem foi um grande dia para a Colômbia, em que as suas forças armadas realizaram um extraordinário trabalho (…) O presidente da Colômbia pode contar com todo o nosso apoio».

Essa a noção que o imperialismo tem da ética.

Mas Obama e Santos podem insultar o comandante Briceño, chamar-lhe bandido, assassino e terrorista que as suas calúnias não têm o poder de apagar a grandeza do guerrilheiro caído em combate.

Os nomes de Uribe, de Santos e dos generais que o assassinaram serão em breve esquecidos. Não o de Mono Jojoy, revolucionário e soldado da têmpera de Bolívar, Sucre, Artigas. Com o tempo subirão da terra pelas Américas estátuas do heróico comandante das FARC. Será recordado com admiração e orgulho pelas futuras gerações, tal como o de Manuel Marulanda, fundador das FARC.

Texto de Miguel Urbano Rodrigues, publicado na Página do PCBrasil

Terça-feira, 24 de Agosto de 2010

HIPOCRISIA !

Num destes dias, encontrei na Net este excelente artigo, que pode ser consultado aqui na sua totalidade.

Por estar tão bem escrito, sem qualquer tipo de anti-americanismo râncio, é publicado aqui, na sua versão original.

Vale a pena ler ! O texto é da autoria de Izaías Almada, escritor e colunista do NR.

Os EUA querem salvar o mundo do terrorismo e quem salvará o mundo dos EUA?
 


A arrogância e a prepotência com que o governo dos EUA se comporta no mundo contemporâneo, além de cansativas, estão se tornando um perigo para a sobrevivência da humanidade. Que eu saiba, à exceção dos poucos países cujos governos mantêm uma postura totalmente submissa aos interesses norte americanos (cito de cabeça a Colômbia, a Costa Rica, a Arábia Saudita e a Coréia do Sul como exemplos mais significativos), nenhum de nós, mortais, deu procuração a Washington para pensarem e agirem em nosso nome.

Essa “luta contra o terrorismo”, a “defesa da democracia” e o “combate ao narcotráfico” já não convencem a ninguém mais. A quem quer enganar o Tio Sam? Luta contra o terrorismo? Mas quem é que armou o Talibã? Quem criou Osama Bin Laden? Quem tortura inocentes na prisão de Guantánamo? Quem apoiou a maioria dos golpes de estado na América Latina nos anos 50, 60 e 70 e o recente golpe em Honduras? Quem apoiou a Operação Condor e praticou atentados terroristas no Cone Sul? Quem financiou terroristas como Posada Carriles e que vive exilado nos EUA?

“Democracia”? Mas de qual democracia estamos falando, cara pálida? Dessa que paga salários monstruosos a executivos para fraudarem balanços e balancetes a enganarem a própria sociedade norte-americana? Essa democracia, cujos bancos, lavam dinheiro da droga? Essa democracia envia dez mil soldados em “ajuda humanitária” ao Haiti? Essa democracia que mata civis inocentes no Iraque e no Afeganistão? Essa democracia que apóia a ignomínia de Israel contra os palestinos?

“Combate ao narcotráfico”? Mas qual é, segundo dados da própria ONU, o país que mais consome drogas pesadas do mundo, como o ópio e a cocaína? Cujos lucros passam já de 400 bilhões de dólares anuais, dinheiro sujo, mas legalmente lavado em alguns dos principais bancos do Tio Sam? Dinheiro, que já se suspeita, financia algumas operações da CIA “around the world”?

Nesse item particular, do “combate ao narcotráfico”, cabem aqui algumas perguntinhas que não querem calar: do que precisa o maior país consumidor de drogas do mundo? Da droga, é claro, responderia o conselheiro Acácio. Onde se produz mais ópio? AFEGANISTÃO. Onde se produz mais cocaína? COLÔMBIA. Muito bem.

Vamos investigar mais um pouquinho. Como é que se faz para o ópio chegar aos Estados Unidos da América em grande quantidade e segurança, se há uma guerra de invasão ao Afeganistão e o país está sob o comando das Forças Armadas dos EUA? Como é que a cocaína deixa a Colômbia em quantidade e segurança, se boa parte do território está vigiada pelo exército Colombiano e por sete bases militares dos EUA com os mais sofisticados armamentos e sistemas de vigilância do mundo?

Contem essas histórias para outros... Até quando o mundo será obrigado a conviver com essa hipocrisia, com tanta mentira e empulhação, como se fossemos todos uns idiotas que não sabemos o que queremos? Ou somos?

O drama é real para todos, enquanto a pobre sociedade norte-americana vai se tornando cada vez mais doente, em parte alienada pela droga, em parte pela lavagem cerebral que sofrem seus cidadãos dos meios de comunicação, e em parte ainda por ter de suportar quase que em tempo integral seus jovens partirem para guerras umas atrás das outras.

Só no primeiro semestre de 2010, 145 soldados americanos cometeram suicídio no Iraque e no Afeganistão. E 1713 tentaram.

Quem salvará o mundo dos Estados Unidos da América?

"O Jornal da Record descobriu o local onde ficava o principal centro da operação Condor, no centro de São Paulo. A Condor era uma operação que atuava em conjunto com outros países sob supervisão dos EUA."

Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

EDUCAÇÃO SEXUAL NAS ESCOLAS





VÍDEO INCLUÍDO NO KIT DE EDUCAÇÃO SEXUAL, DADO NAS AULAS

Onde está a polémica?


PARA VER VÍDEO COMPLETO, CLICAR !!!

Terça-feira, 1 de Junho de 2010

VIVAM AS CRIANÇAS !

Hoje, dia 1 de Junho, dizem-nos que é Dia Mundial da Criança !
Para celebrar e como sou um “ desmancha-prazeres “, trago 2 fotos:

(FOTO DO GREENPEACE, SOBRE A FALTA DE ÁGUA PARA AS CRIANÇAS)



(CRIANÇA PALESTINA, BALEADA POR MERCENÁRIOS ISRAELITAS)

Nestas fotos, provocatórias (é essa a minha intenção!) podemos ver crianças em duas situações que, nos restantes dias do ano, a maior parte das pessoas e organizações responsáveis, tentam esquecer ou esconder!
Como não sou desses, todos os dias lembro que, as crianças são o melhor bem do mundo !
Conforme Carta dos Direitos das Crianças e princípios consagrados na nossa Constituição, as crianças têm o direito:

. A viverem em alegria;
. A uma alimentação capaz de satisfazer as suas necessidades;
. Direito á saúde e á educação;
. A viverem em Paz;
. A ……blá ... blá ..

Concluindo:

A serem felizes !

Por isso e mais uma vez, é nosso dever defender as crianças, lutando por políticas sociais, capazes de contemplarem plenamente os direitos das crianças, constitucionalmente consagrados.

Que não existam mais crianças sem acesso a cuidados de saúde, sem pão, sem educação !
NESTE DIA, AMEMOS AS CRIANÇAS … TODOS OS DIAS !

Sexta-feira, 28 de Maio de 2010

O FAROL DOS ... ESQUECIDOS ?!



Ontem (27.maio), vi uma lead de notícia de um jornal qualquer, que dizia mais ou menos isto:
Projeto Farol quer impôr limites de longo prazo à carga fiscal e à despesa do Estado.”
Depois, desenvolvia um pouco:
" Uma magna carta orçamental, que estabeleça, a partir do consenso dos portugueses, limites à carga fiscal e à despesa do Estado, é uma das 12 propostas "imperativas"
Bem, como este palavreado já tem barbas e cheira a mofo, procurei saber o que era isto do “Projecto Farol”.

Tenham ao menos vergonha na cara … !


Não é que os ditos-cujos que representam o tal-dito “Projecto” são, sem mais nem menos, uns fulanos que nós todos sobejamente conhecemos …advogado e 'chairman' desta comissão, Proença de Carvalho, pelo fundador da Sonae, Belmiro de Azevedo, etc . …
Como é que esta gente tem lata, para aparecer agora como “iluminados e defensores da Pátria” quando no exercício dos seus respectivos cargos, representam e praticam o que de mais retrógado e “fascistoide” existe ?
Será que a partir de agora o Proença vai dizer que a política de informação lavada a cabo na RTP, quando ele era responsável do cargo, não era de direita e de bloqueio informativo ao PCP ?
Será que o Belmiro irá deixar de explorar os trabalhadores do seu império, deixando de ter milhares de precários e mal-pagos ?

Como diz o nosso povo, ide mas é bugiar!”

E já agora, a resposta que merecem …

Ouvi banqueiros fascistas
agiotas do lazer
latifundiários machistas
balofos verbos de encher
e outras coisa em istas
que não cabe dizer aqui
que aos capitães progressistas
o povo deu o poder!
E se esse poder um dia
o quiser roubar alguém
não fica na burguesia
volta à barriga da mãe!
Volta à barriga da terra
que em boa hora o pariu
agora ninguém mais cerra
as portas que Abril abriu!


Lisboa, Julho-Agosto de 1975

Ary dos Santos

Domingo, 23 de Maio de 2010

A RELAÇÃO ENTRE POBRES E RICOS, SEGUNDO A IGREJA CATÓLICA


“ A EDUCAÇÃO DEVE ASSEGURAR QUE OS POBRES OBEDEÇAM E OS RICOS MANDEM “
(Bispo de Caracas, Jorge Urosa Sabino, Agosto.2009)


Neste vídeo podemos ver quais as directrizes da Igreja católica, para a juventude venezuelana.

Em finais de Agosto do ano passado, o Bispo de Caracas – Jorge Urosa Sabino- escreveu um e.mail destinado aos padres da Venezuela, sobre a directriz da Igreja para a educação dos jovens.

Mas, talvez por erro, enviou a todos os seus contactos !

Graças a Deus” que assim ficamos todos a saber a verdade !


HASTA LA VICTORIA, SIEMPRE !

Detido o militar boliviano que capturou 'Che' Guevara em 1967





Uma juíza boliviana ordenou ontem (22.05) a detenção domiciliária do general na reforma Gary Prado Salmón, acusado de dirigir uma desarticulada banda de mercenários.

Gary Prado capturou Ernesto 'Che' Guevara em 1967.

A juíza Betty Yañiquez tomou a decisão na cidade de Santa Cruz, acusando Prado, de 71 anos, ligando-o ao grupo de mercenários do boliviano-croata Eduardo Rózsa Flores, morto pela polícia em Abril do ano passado.

Rózsa Flores, foi indiciado pelo governo de de Evo Morales, como líder de uma banda terrorista contratada pela direita empresarial de Santa Cruz, para organizar uma série de ataques nesta próspera região boliviana e, incluso o de planear o assassinato de Evo Morales.


FONTES:
AFP/LA PAZ



Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

A CRISE, SEGUNDO SÓCRATES



"Há crise, porque o mundo mudou em duas semanas"
(Entrevista de 18.Maio.2010 de José Sócrates - RTP1)

Esta crise, só para alguns, teria sido por efeitos de magia ? Não haverá, nem um culpado ?!

Para veres a entrevista completa (ou completa aldrabada) CLICA AQUI !

Terça-feira, 18 de Maio de 2010

SÓCRATES: AO MENOS HAJA LATA !


Tudo o que venha de Sócrates, já não nos pode admirar:
A arrogância, a “mania” de ser moço de recados da direita, a subserviência a Bruxelas e o seu servilismo aos grupos capitalistas !

Mas cá para mim, desta vez passou-se !

No passeio que está por estes dias a fazer a Espanha, Sócrates falou … falou … falou e … voltou a falar. Só que ninguém percebeu patavina do que disse !

Não percebemos o discurso (nem perceberam os espanhóis!), nem percebemos o idioma.

O discurso foi “ paleio para encher chouriços”. O idioma, pese o seu enormíssimo esforço para falar o castelhano, ficou-se pelo “portinhol” !

Haja vergonha na cara. Falasse português e a coisa lá teria corrido …

Nunca ouvi o Zapatero falar, ou tentar falar o português.

PAUL KRUGMAN: O EURO FOI UM ERRO



Prémio Nobel de Economia, Paul Krugman, escreveu no seu blogue que “ a moeda única europeia, o euro, foi um erro”. O motivo desta afirmação, é baseado em que, os inconvenientes são maiores que os benefícios.

Segundo este economista, o problema principal do euro é que perante uma crise assimétrica, em que uns países são mais ricos que outros, como na actualidade, os estados deixam de ter uma política monetária própria para combatê-la.

Perante o argumento de que nos EUA se passa o mesmo, uns estados têm crises mais profundas que os outros e, têm uma mesma moeda, Krugman argumenta que existem duas diferenças. A primeira é que existe um estado federal, que continua a injectar dinheiro nas zonas mais desfavorecidas, tanto nos sectores da segurança social ou no Medicare (programa de saúde). Isto na Europa não acontece e, se um país entra em crise, há vários problemas, incluindo o da sustentabilidade da segurança social.

A segunda diferença é a mobilidade laboral, que faz com que os trabalhadores de estados em crise emigrem para estados mais prósperos, minimizando os seus efeitos. Na Europa existe menos mobilidade laboral que nos EUA, principalmente pela barreira dos idiomas.

Actualmente, a posição do BCE é bastante incómoda. Por um lado temos estados que já saíram da crise, como França e Alemanha, devendo nestes casos a política comunitária para essse países, ser a da subida de juros. Por outro lado, outros países como Portugal, Espanha, Grécia e Austria, as taxas de juro deveriam manter-se baixas.

Conclui Paul Krugman: A Europa não tem uma política fiscal comum, que permita subir juros em países ricos e transferir dinheiro para países em dificuldades.

Neste contexto, que se irá passar? A solução será a saída de alguns países do euro? Será que a Alemanha, o que não conseguiu pela armas, está a conseguir pelo dinheiro ?

Quinta-feira, 13 de Maio de 2010

CORRUPÇÃO, COMPADRIO, LADROAGEM … ATÉ QUANDO ?

ENQUANTO O POVO DORME … OUTROS ROUBAM !





Obrigado ao Gabriel Pensador e ao nosso sempre grande Rafael Bordalo Pinheiro !

A HERANÇA DA FÉ